Crowdfunding em 2017: enquanto a economia esfria, o coração aquece

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Há bem pouco tempo, o Brasil foi o refúgio de investidores estrangeiros na América Latina, chegando a US $ 65,2 bilhões em 2012. Hoje, estes mesmos personagens evitam uma nação de 200 milhões de pessoas como se fosse uma colônia de leprosos.

Embora lamentável, é fácil perceber porquê. A instabilidade política que ascendeu tempos atrás e que ainda paira, mesmo depois da tumultuada transição do poder executivo, é um fator determinante. Além do PIB em queda nos últimos cinco anos, depois de um período de bonança, especialmente devido à queda nos preços das commodities. Tudo isso, aliado à corrupção endêmica, que parece estar em cada canto do governo e também nas grandes empresas privadas, se junta a fatores sanitários e de saúde, com o vírus Zika, ameaça manter afastado milhões de visitantes e milhões de dólares dos turistas que poderiam visitar o Brasil durante os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.

Crowdfunding cresceu graças a boa vontade do brasileiro

Com tudo isso, há uma questão importante: como podemos, por meio da Kickante, uma plataforma de financiamento coletivo de 3 anos de idade, sediada em São Paulo, ter o nosso melhor ano de todos? Podemos conquistar isso graças a três razões principais: Nós somos uma alternativa à recessão, sendo uma solução muito barata em termos de custo; oferecemos aos nossos clientes uma forma menos dispendiosa para arrecadar dinheiro; e dependemos de algo que transcende as recessões econômicas: a generosidade inerente dos brasileiros.

Imagem da campanha de arrecadação Seja Amigo das Crianças
Imagem do kickante Seja Amigo das Crianças

Começando por esse fator da crise, podemos pontuar que, sim, o desemprego está já na casa dos 10.9%, a inflação pode chegar a 7.28% em 2016 e a desigualdade de renda é maior aqui do que em quase todos os países do mundo. No entanto, os brasileiros têm uma longa história de doação para causas sociais, bem como para igrejas e outras entidades assistenciais. Na Kickante, o brasileiro tem a possibilidade de conhecer e ajudar a arrecadar dinheiro para artistas, atletas, empresários e instituições de caridade. Hoje estamos próximo de lançar mais de 40.000 campanhas este ano, levantando uma projeção de 70 milhões de reais (ou US $ 17,5 milhões). No ano passado, as nossas 18 mil campanhas arrecadaram mais de 18 milhões de reais (4,5 milhões de dólares). Tornamos tudo mais fácil para os nossos doadores, que podem doar a partir de R$ 10 reais (US $ 2,50) e ainda sentirem-se participantes ativos de belíssimos projetos.

Nós também tornamos tudo mais fácil para os nossos clientes. Os bancos brasileiros têm atrelado suas taxas de juros a partir de uma absurda taxa Selic, fixada em 14,25% ao mês, sendo uma das formas mais onerosas para arrecadar dinheiro. Cobramos 12%, sendo 7% de taxas financeiras. Nossos 5% de cada campanha são muito mais baratos do que a maioria dos sites de crowdfunding no Brasil. Além disso, grande parte das campanhas em nossa plataforma são realizadas por clientes como hospitais, onde os doentes precisam de dinheiro para o tratamento ou para sustentar as suas famílias; faculdades, onde se ensinam aos alunos sobre crowdfunding; e trabalhos culturais de música, teatro e arte em geral. A ideia é ajudar com estudos de caso e dicas de marketing para garantir que as campanhas sejam bem sucedidas.

A Kickante quer ser uma empresa a dizer: sim, acreditamos no Brasil.

Finalmente, nós fizemos mudanças na Kickante para garantir que continuemos fortes. Nossa consultoria de campanhas envolvia sete pessoas diferentes: quem cria a campanha; um representante de vendas que dá consultoria para a campanha; um planejador que coordena todo o processo e preenche possíveis lacunas; um designer de campanha que trabalha os gráficos; um copywriter; um especialista em marketing para a estratégia; e um pós-venda de apoio. Tudo isso tornava o processo lento, demorado e pouco eficaz para quem quer o crowdfunding como uma solução capaz de resolver problemas, não criar burocracias.

Nós otimizamos os processos por meio de tecnologia e hoje temos três pessoas envolvidas em cada um dos projetos, o que nos poupa dinheiro, cria uma mensagem mais consistente e melhora a ligação entre o cliente e seu representante, e nos permite lançar muito mais campanhas. Além disso, revisamos nossa estratégia de marketing. Hoje nós utilizamos mais fontes orgânicas, tais como a mídia social. Isso nos ajuda a melhorar o nosso website, tornando-o mais amigável aos motores de busca, e cortamos nossos custos de publicidade em uma compra de mídia mais direcionada.

Capa do Facebook criada para a campanha Focinhos S.A.: calendário 2018
Capa do Facebook criada para o kickante Focinhos S.A.: calendário 2018

Finalmente, nosso custo de capital é bastante baixo. Em vez de pegar emprestado de bancos (lembra que são 14,25%?), temos acesso a capital de investidores estrangeiros, principalmente dos EUA e esses apoiadores enxergam muito além dos problemas atuais do Brasil.

E é com esse otimismo que aproveitamos para nos fixar próximos aos grandes ícones nacionais e apoiar a história de nosso país, em um momento único, lançando, até o momento, 30 campanhas para apoiar os atletas Olímpicos e Paralímpicos. Esse apoio também se estende em fazer algo a mais pelo nosso país, com nossa equipe empenhada em identificar atualmente organizações não-governamentais e projetos que estão trabalhando para controlar a propagação do vírus Zika.

A Kickante quer ser uma empresa a dizer: sim, acreditamos no Brasil. Mas, muito mais do que palavras, estamos realizando ações por meio de nossos clientes, parceiros e contamos com o que o brasileiro tem de melhor: seu coração de doador.

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